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A arqueóloga por trás da Relica

JoanaCastroTeixeira

Arqueóloga, investigadora do CITCEM e premiada pela Associação dos Arqueólogos Portugueses. Passou anos a escavar povoados com quase cinco mil anos no Vale do Tua, a estudar o que as pessoas desenhavam nos seus objetos para dizer quem eram. Agora desenha joias com a mesma pergunta.

A investigação

Dois povoados a dois quilómetros um do outro. Tradições decorativas muito conservadoras, com raízes no Neolítico, e ao lado delas estilos que só existem naquele troço do Tua. A decoração não era enfeite: era uma forma de dizer “somos daqui”.

Resumo da Relica sobre as conclusões da dissertação premiada, tal como descritas no editorial da Associação dos Arqueólogos Portugueses.[1]

O terreno

Onde o Tua encontra o Douro.

Quando se construiu a barragem de Foz Tua, em Trás-os-Montes, a Joana fez parte das equipas que escavaram o que a água ia cobrir. As Regadas, um pequeno outeiro sobre o rio, estão hoje parcialmente submersas. As escavações que codirigiu ali entre 2013 e 2015 abrangeram 665 m².[1]

Registo de campo

Uma carreira em camadas.

  1. U.E. 102012

    A Pedreira, Alijó

    Codirige a primeira escavação de diagnóstico n’A Pedreira, no acompanhamento arqueológico da barragem de Foz Tua: 100 m² escavados. [1]

  2. U.E. 092013

    Regadas, Alijó

    Codirige a primeira fase de escavação do povoado das Regadas, um outeiro sobre o Tua hoje parcialmente submerso pela albufeira: 140 m² de sondagens. [1]

  3. U.E. 082014

    A Pedreira, fase III

    Propõe, no Estudo Histórico e Etnológico do Vale do Tua, uma nova campanha de sondagens n’A Pedreira, realizada em 2014. [1]

  4. U.E. 072014–15

    Regadas, segunda fase

    Codirige a escavação integral de duas plataformas do povoado: mais 525 m². [1]

  5. U.E. 062017

    O abrigo da foz do Tua

    Publica com Maria de Jesus Sanches, na Portvgalia, o estudo de um abrigo com cerca de meia centena de painéis gravados e pintados, e uma ocupação que vai de c. 30 000 / 20 000 BP a 4000 BP. [3]

  6. U.E. 052017

    O tempo longo da Pré-história

    Assina o capítulo de Pré-história do Estudo Histórico e Etnológico do Vale do Tua (EDP / Edições Afrontamento). [1]

  7. U.E. 042019

    Mestrado em Arqueologia

    Defende a dissertação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, orientada pela Prof.ª Doutora Maria de Jesus Sanches. [1]

  8. U.E. 032020

    Prémio Eduardo da Cunha Serrão

    A Associação dos Arqueólogos Portugueses distingue a dissertação na categoria de Mestrado. Júri com os Profs. José d’Encarnação e Vítor Oliveira Jorge. Entrega a 18 de junho, no Convento do Carmo, em Lisboa. [2]

  9. U.E. 022022

    Romper Fronteiras

    Coedita, com Maria de Jesus Sanches e Maria Helena Barbosa, o volume Romper Fronteiras, Atravessar Territórios (CITCEM). [1]

  10. U.E. 012023

    Monografias AAP, n.º 14

    A dissertação é publicada pela Associação dos Arqueólogos Portugueses, com o desenho da capa feito por ela. [1]

Da cerâmica para a joia.

O trabalho da Joana sempre foi ler objetos: o que um motivo repetido diz sobre uma comunidade, o que muda e o que se mantém ao longo de séculos. A Relica aplica esse olhar à joalharia. Cada peça parte de um objeto real, é desenhada à escala como um achado, e diz-lhe de onde vem.

Fontes

Como nas nossas peças, cada afirmação desta página tem fonte.

  1. Teixeira, J. C. (2023). Os povoados d’A Pedreira e Regadas no contexto da pré-história recente do Vale do Tua. Monografias AAP, 14. Lisboa: Associação dos Arqueólogos Portugueses.
  2. CITCEM (2020). Joana Castro Teixeira wins the Eduardo da Cunha Serrão Archaeology Prize.
  3. Teixeira, J. C. & Sanches, M. J. (2017). O abrigo rupestre da foz do rio Tua no contexto da arte paleolítica e pós-paleolítica do Noroeste da Península Ibérica. Portvgalia, Nova série, 38, 9–48.

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